terça-feira, 30 de novembro de 2010

Como escolher a escola para estudar inglês?

Vamos lá... Isso vai depender muito do que você pretende. Uma agência de intercâmbio séria vai poder te indicar a melhor escola de acordo com seu perfil e seus objetivos.

Eu escolhi a ILSC, porque ela era a menos careta em termos de currículo. Oferecia disciplinas temáticas que poderiam ser interessantes para mim. De fato, isto colaborou muito para o meu vocabulário.

Entretanto, eu tive alguns problemas para fazer as disciplinas que eu queria. No seu primeiro dia você faz um teste de nivelamento e escolhe duas opções de disciplinas que você gostaria para cada turno que você vai estudar.

Mais tarde, você é chamado para uma entrevista onde alguém da escola vai comentar suas escolhas, bem como dizer que vocês está no nível da disciplina escolhida, etc.

Bem... minha primeira escolha estava lotada... Como assim??? Não é o primeiro dia da sessão??? Como alguém se inscreveu antes de mim? Reposta: "Essa disciplina é muito disputada e os alunos reservam vagas com muito antecedência. Você deveria ter reservado antes de vir para cá!"...

Hein??? Alguém do STB me avisou isso? Claro que não... E agora você teve sorte porque leu meu blog e recebeu mais uma excelente dica que eu não tive: não custa nada pedir para sua agência de intercâmbio já informar à escola a disciplina que você pretende cursar.

Tudo bem... eu faço minha segunda opção... "Sua segunda opção está muito abaixo do seu nível... a gente precisa que você de mais duas opções"...

Eu olhei as disciplinas e vi uma que talvez fosse interessante: Writing to Speaking... Ok... quero essa... Tem que escolher mais uma... Hmmmm... sei lá... Coloca jornalismo aí...

Conclusão: A direção da escola me colocou na minha QUARTA opção: Jornalismo!

Mas não se aflija! Na primeira semana você pode pedir para ser remanejado... E foi o que eu fiz. Afinal eu estava pagando muito caro para fazer uma disciplina que não me interessava. Conversei com a diretora e ela me prometeu uma resposta na quinta feira... e... tudo que ela conseguiu foi a tal Writing to Speaking, que depois se revelou uma furada.

A questão é a seguinte. Você está pagando pelo serviço da escola, então exija um mínimo de satisfação. A minha experiência é que a ILSC é uma pouco bagunçada e as aulas não são lá uma maravilha. Mas você conhece muitos estudantes interessantes. Mas se você quiser fugir dos coreanos é melhor pensar em outra escola.

Teve experiência com alguma outra escola? Compartilhe com a gente!

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Homestay II



Existem alguns percalços que você pode encontrar quando opta por ficar na casa de uma família durante sua estada no Canadá. Não é nada muito grave (pelo menos eu não ouvi nenhuma história bizarra quando estive lá). Mas alguns hábitos podem te incomodar e como ninguém está viajando sofrer, basta ir até o Homestay Department da sua escola e pedir para trocar de família, conforme eu expliquei no post abaixo.

Mas quais seriam os motivos que levariam alguém a trocar de homestay? Eles variam muito. Pode ser que você não se adapte a comida da família. Pode ser que eles sejam preguiçosos e fiquem reciclando a mesma comida a semana toda. Tem gente que não se incomoda com isso, mas se você não acha legal, é só pedir para trocar..

Eu tive uma migo que pediu para trocar de casa pois a primeira família que ele ficou era extremamente anti-social. E pior, entre eles, eles só se comunicavam em chinês! O cara já estava passando por toda aquela questão de adaptação num país estranho e ainda tem que aturar uma família que finge que você nem existe?! Nem pensar! Mude de família antes que o cachorro da casa vire seu melhor amigo! Além disso, você está lá para aprender inglês! E a convivência em casa pode ser um dos pontos altos do seu aprendizado.

Por outro lado, vamos deixar de frescuras. Já vi gente dizendo que mudou de casa pois a família tinha a estranha mania de tirar os sapatos e andar de meias pela casa. Bem vido ao Canadá. Isso não é uma estranha mania. É um costume deles e, vamos combinar, é algo bastante higiênico a se fazer.

Pense sempre o seguinte: você pagou pela estadia e tem direito de exigir algumas coisas. Por outro lado, lembre que trata-se de uma casa de família e não de um hotel. Eles têm suas próprias rotinas. A dica é: se você está infeliz, mude de casa, mas aproveite sempre a diversidade cultural do Canadá. Morar numa casa onde as pessoas tem hábitos diferentes dos seus pode ser muito enriquecedor, mas ninguém é obrigado a comer só arroz todo dia.

Em resumo: morar em homestay é algo muito interessante de se fazer enquanto você estiver no Canadá. Além de uma refeição quentinha te esperando, você ainda vai conhecer pessoas que podem ser muito interessantes e até mesmo receber uma recepção daquelas que a gente tem em casa. E se você não se deu bem com a família escolhida para você, a escola tem a obrigação de te arranjar outra. E eles fazem isso sem problema algum.

Na foto: A sala de convivência da minha homestay. Ficava no basement da casa, onde também estavam localizados os três quartos destinados aos estudantes, o banheiro e a lavanderia.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Homestay I

Uma das coisas que deixa as pessoas mais preocupadas quando resolvem fazer um intercâmbio é estadia. Na grande maioria das vezes, a estadia indicada pelas agências é o homestay. Ou seja, você vai ficar na casa de uma família.

No Brasil, isso não é muito comum e é completamente normal que se fique preocupado com isso. Como assim vou ficar na casa de pessoas que eu nem conheço? Vou ter que jantar com elas? Ver TV? E se eles forem sujos, malucos, ou adoradores do diabo?

Calma... Não é tão complicado quanto você está pensando. Minha experiência foi em Vancouver e tenho que dizer que isso é uma coisa comum lá. Várias famílias que tem a casa maior do que precisam colocam quartos à disposição de estudantes estrangeiros.

Mas como funciona?

Bem... essas famílias tem convênios com a escola que você vai estudar lá. Antes de aceitarem as famílias, pessoas vão lá analisar o ambiente para ver se a casa (e as pessoas) estão aptas a receberem os estudantes. Isso não quer dizer que todas as famílias que participam do programa de homestay são limpinhas, sociais e saudáveis.

Eu tive alguns amigos que tiveram problemas. Alguns sofreram semanas até resolverem o problema. Mas eles não precisavam passar por isso. Cada escola possui o seu departamento de homestay. A qualquer momento você pode ir até lá e dizer que não está feliz com sua nova casa. E se você quiser, eles tem que te arranjar outro lugar. Fique tranquilo, isto é mais normal do que você pensa e muito mais fácil também. A família não vai ficar te odiando por causa disso. Houve uma incompatibilidade é só isso. Só não fique sofrendo lá. Não faz sentido. Você pagou caro pela sua viagem e a homestay é uma parte muito importante da sua experiência.

Então não precisa ficar tenso com essa coisa de ir para a casa de uma família estranha. Se você não gostar por qualquer motivo, a escola tem o dever de te arranjar outro lugar no qual você se sinta melhor.

Em outro post eu vou falar sobre o como se comportar na homestay e situações que podem fazer com que voc6e queria trocar de casa (não é nada bizarro, fiquem tranquilos).

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Síndrome de Mr. Wilson


A primeira semana fora do seu país é a mais complicada. Eu cheguei em Vancouver depois de uma maratona de quase 24h de voos, aeroportos e translados. Exausto, ainda tive que procurar Mr. Low, o meu homestay father no aeroporto. Tudo bem... ele tinha se atrasado um pouco (algo muito raro para os canadenses) Foram só 15 minutos, mas para mim pareceram horas.

Ele chegou muito simpático, pediu desculpas, elogiou meu inglês e perguntou sobre minha vida. Ficou surpreso quando disse que eu era roteirista no Brasil. A pergunta seguinte foi algo que eu ouvi várias vezes durante a viagem: "quer dizer que você é famoso lá?". Não... não sou famoso. No Brasil, não é como Hollywood. Quem me dera fosse. "Mas se eu eu jogar seu nome no google eu acho alguma coisa?" Tive vontade de responder: "Se você jogar no google você acha alguma coisa sobre qualquer um..." Eu tive vontade de responder isso. Mas só disse:"Sim, talvez".

Era segunda feira, feriado de ação de graças no Canadá, 11 de outubro. Cheguei na minha nova casa. Ms. Low tinha preparado um almoço para quando eu chegasse: Sanduíche de presunto, pepino e mostarda. Com a fome que eu estava, ele desceu inteiro. Mr. Low se desculpou por não haver nenhum peru do dia de ação de graças. Eles haviam celebrado na casa de amigos.

Meu quarto era no basement da casa onde havia uma sala com TV e Wii, um banheiro, lavanderia e outros dois quartos onde moravam meus homestay brothers: o japonês Noboo e o alemão Tim.

Quarto pequeno, cama de solteiro, uma estreita janela que dava para o chão do quintal. Respirei fundo, fechei a porta e pensei: "Caralho! 4 semanas!".

Foi o tempo de Mr. Low bater na minha porta e dizer que me mostraria como chegar até minha escola. Fizemos o caminho de ônibus e skytrain. Tudo ótimo. Fácil de chegar. Voltamos para casa 15h.

Eu entrei no meu quarto e olhei para o teto. Estava me sentindo num filme. Alguma coisa entre Lost in Translation e Castaway. "4 semanas", eu pensei de novo. Que ideiazinha... Dormi.

No dia seguinte veio a síndrome de WIlson. Explico: o primeiro dia de aula na escola serve para serem expostas as regras de funcionamento e etc. Todos os brasileiros que estão começando naquele dia são reunidos em uma sala. E a palestra é dada em português. Eu olhava o rosto daquelas pessoas e via como todos estavam satisfeitos por poderem encontrar brasileiros.

Mais tarde o Edson me diria uma frase que resumia bem aquele sentimento, carregada de sotaque do interior de São Paulo: "Porra, meu. Eu tava louco para abraçar um brasileiro, velho."

O fato é que, nos primeiros dias, vocês se sente isolado, perdido num país estranho e com muito tempo ainda pela frente para voltar seguro à sua gentil pátria mãe. Sentimentos à flor da pele. E então você passa a se apegar intensamente às pessoas que aparecem e fazem você se sentir a vontade. É como Tom Hanks e a bola de volley. Veja bem, as pessoas que eu conheci não são bolas de volley, mas a velocidade com a qual você se apega é fora do comum.

Posso dar como exemplo o próprio Edson. Cara super gente boa. Em dois dias viramos melhores amigos. Em quatro semanas eu estava indo embora de coração partido e ele se debulhava em lágrimas. Conheci duas cariocas também: Aline e Luana. Em três dias, era como se tivéssemos nos conhecido a vida toda e quando elas foram embora eu senti que parte de Vancouver tinha acabado. Eu fiz um monte de outros amigos lá e espero que eles não se sintam injustiçados por não estarem neste post. Depois faço um post só sobre a galera.

As pessoas estão tão sensíveis longe de tudo que elas conhecem, que as relações de amizade construídas possuem uma intensidade extraordinária. Em 4 semanas eu devo ter feito mais amigos do que na vida toda. Ganhei pessoas para minha vida, que transformaram um naufrágio num passeio por uma cidade incrível.

Na foto: Luana, Edson, Aline e Marcelo (eu)

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Despedida de Vancouver


Eu sei que pode parecer um pouco abrupto isso. Nem postei muita coisa sobre Vancouver e já vem um post sobre despedida.

Eu vou postar mais dicas e comentários mas, como o sentimento de despedida está fresco, achei que poderia escrever algo potencialmente emotivo. :)

Eu fiquei só 4 semanas em Vancouver. Conheci pessoas que já estavam lá há bem mais tempo e ficarão por lá mais ainda. Conheci gente que chegou e foi embora comigo. Gente de vários países. Principalmente Brasil, Coréia e Japão.

Morei durante 4 meses na casa de uma família que me recebeu super bem. Tinha meu quarto, minha rotina, minha vida social. Saia para um pub com os Brasileiros e jogava Nintendo Wii com meus homestay brothers o alemão Tim e o japonês Noboo.

E, depois de uma semana complicada de adaptação, você começa a se apegar emocionalmente com a vida que está levando. Continuei morrendo de saudades do Brasil o tempo todo. Senti falta das pessoas, do meu quarto, do meu cachorro. Mas depois de uma semana em Vancouver já deu tempo de criar uma rotina.

E a rotina em Vancouver é ótima. Pode não ser o melhor destino turístico do mundo. Mas, com certeza, é um lugar para se viver.

Acho também que bate essa melancolia porque esta é uma situação que não vai mais se repetir. Eu posso voltar a Vancouver. Mas a configuração será diferente. Certamente seria bem bacana também. Mas tem coisas que não se repetem.

Inútil esse post? Claro que não! Ele serve para você que está indo. Aproveite todos os dias, sabores, cheiros, pessoas e lugares que você conhecer. Mesmo que depois, não tem jeito, a melancolia de estar deixando um lugar vá bater.


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quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Os Canadenses de Vancouver

A primeira coisa que se fala é que canadense é que nem americano. Isso não é uma verdade.

Desde que eu cheguei por aqui, fui muito bem recebido. Todos são muito educados, prestativos e simpáticos. Ao contrário dos americanos, eles recebem muito bem pessoas que estão vindo de outros países. Seja para passear, estudar ou trabalhar.

A maior parte da população (pelo menos a que eu vejo em Downtown de Vancouver) é asiática. Chineses, coreanos e japoneses. Se não são asiáticos genuínos, possuem ascendência. O resultados é que vemos poucos tipos "canadenses" andando por aí. Mas não importa. A maior parte das pessoas que vive em Vancouver, independente da origem, é educada e gentil.

Eu diria que, as pessoas de Vancouver (e acredito que isto valha para o Canadá todo), trazem um pouco da praticidade americana misturada com a civilidade européia.

Existe uma grande vantagem em relação à Europa. Aqui no Canadá você não se sente um alien na rua. O tipo de cultura e comportamento deles é muito parecido com o dos americanos e, consequentemente, nós temos que admitir, parecido com o nosso. Então pode usar sua camiseta com estampas numa boa. Eles não vão torcer o nariz e adivinhar que você é estrangeiro. Eles usam tênis, mochilas, roupas coloridas. Ao contrário dos europeus. Aqui em Vancouver existe um ar relaxado. Tudo bem. Não é que nem no Rio onde todo mundo anda esculachado. Mas nada de formalidade e caretice em excesso.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

STB

Eu já estou em Vancouver e tenho muitas coisas para postar. Cheguei aqui no dia 11 de outubro. Mas antes disso, tenho que falar um pouquinho sobre o serviço do STB. Além de dividir o valor do curso em 12X, eles não oferecem nenhuma vantagem. NENHUMA!

Não são atenciosos, recebem você muito mal, parecem que nem fazem questão de agradar o cliente. "Quer, quer. Não quer, foda-se."

Fui atendido pelo o Anderson e em nenhum momento ele se demonstrou solícito. Foi educado o tempo todo, mas vamos combinar que, para a grande maioria dos clientes do STB, fazer uma viagem mais longa, morar em um lugar diferente, estudar em outro país são novidades. É claro que pode gerar um pouco de ansiedade. E o mínimo que você espera é que a pessoa que está te vendendo isso tudo coloque-se com uma parceira. Bem, parece que esta não é a política do STB.

O Anderson não foi capaz de me conseguir uma passagem com tarifa de estudante pela Air Canada. Mas ele tentou? Ele disse que sim, mas deve haver algo de errado com a capacidade do STB de arranjar passagens para seus clientes, pois em apenas uma ligação, eu, que não sou agente de viagens, consegui a tal tarifa de estudante. Incompetência ou descaso?

Outra: cheguei em Vancouver depois de quase um dia viajando. Eu paguei o transfer de chegada no STB. Quer dizer que alguém deveria estar o aeroporto me esperando. Acontece que o Mr. Low se atrasou um pouco. 40 minutos para ser exato. Bem... antes do Mr. Low chegar, eu liguei para o STB e pedi para falar com o Anderson. Liguei do meu número skype, gastei créditos e a secretária disse que ele estava ocupado atendendo outro otário... quer dizer, cliente. Eu insisti dizendo que era uma emergência pois estava no aeroporto esperando pelo transfer que não chegava. A secretária voltou para falar com o Anderson. E meus créditos sendo gastos. Sabe com a solução que ela me trouxe? "O Anderson disse que você deve ter o telefone da família que vai te buscar em algum lugar. Liga para eles."

Porra! Pera aí... para que serve o Anderson e o STB? Só para ficar com meu dinheiro? Eles não estão me prestando um serviço????

Por essas e outras (muitas outras), eu recomendo que, antes de ligarem para o STB, liguem para o IED. Fui atendido muito bem lá, mas acabei caindo na balela das 12X sem juros. Intercâmbio não é algo que você compra nas Casas Bahia... e nem no STB. Nunca mais!